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OLHO NO LANCE
Pense em toda a estrutura de um time de futebol, investimentos, matérias, suor e lágrimas de centenas de profissionais que trabalham duro diariamente, nos milhares de torcedores apaixonados que vibram e que sofrem pelo time do coração, na mídia e em todo o aparato promocional do espetáculo. Tudo isso nas mãos de 1 “todo poderoso” e seus assistentes. É ele, ou melhor, são eles que tem o PODER DE DECIDIR, de fazer rir e chorar. De nada vale todo trabalho, todo investimento, toda agonia e sofrimento, ansiedade e dedicação, pois na hora “H” são eles que tem o poder de decidir. E são incontestáveis, senhores da situação...a lei e a ordem, afinal a INTERPRETAÇÃO PESSOAL lhes reserva esse direito... o direito de DECIDIR SEMPRE. Revendo vários lances dos jogos do Brasileirão, fiquei chocado com o poder da arbitragem e como é confusa a simples regra do futebol. Ou como interpretar a Regra 12? O jogador teve ou não a intenção de botar a mão na bola? Quem assistiu Atlético/MG x Paysandu/PA, vai lembrar do pênalti marcado a favor do Galo, em que o jogador do time paraense, estava caindo e de costas. A questão é; será justo que os árbitros continuem tendo o poder de decidir única e exclusivamente através de sua interpretação? Recentemente no tênis o suíço Roger Federer número 1 do mundo, pediu o auxílio de vídeo para recuperar duas bolas que haviam sido consideradas “boas” pela arbitragem, mas que o comprovadamente haviam pingado fora da quadra. Isso tira a emoção do jogo, ou torna a disputa mais justa? Escrito por RICARDO AGUIAR às 13h26
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APLAUSOS Esse “São Marcos” não existe... Pois é, precisou o goleiro Marcos do Palmeiras ter a humildade de reconhecer que o momento é do companheiro Diego Cavalieri, para que a “Revelação do Brasileirão Mesmo afirmando que “não pediu para sair”, conhecendo um pouquinho do caráter do Marcos, dá para saber que como homem, profissional e torcedor, foi isso mesmo o que ele fez. Uma atitude acertada e lúcida, características de quem realmente quer o melhor para o Palmeiras. É de pessoas assim que precisamos sempre em qualquer clube, profissional que deixa suas próprias vaidades de lado em favor do grupo, da instituição que defende. O próprio Marcos já havia tomado essa atitude, quando era nome certo na lista de Parreira e anunciou que não teria condições de se recuperar satisfatoriamente até a Copa. Também foi importante a declaração do Marcos, em relação ao receio de alguns técnicos em mexer nos ídolos, mesmo quando esses não estão bem. Isso não pode ocorrer, o treinador tem que ter liberdade total para fazer o melhor para a equipe, mas se ele puder contar com a compreensão do ídolo, como fez o Marcos, melhor ainda. Sem qualquer crítica velada ao fato do Diego perder a condição de titular, minha preocupação era em entender qual seria a reação do próprio jogador e do grupo. Afinal nós treinadores, normalmente sempre usamos o discurso de que “somos um grupo, que não existe titular e reservas, vai jogar quem estiver melhor, etc”, e sem mais nem menos o jogador que vinha sendo o grande destaque do time é sacado. Acredito que fatalmente vai se criar uma desconfiança entre o discurso e a ação, e naturalmente ficará evidenciado que não existe uma disputa justa e em condições de igualdade dentro do grupo. Meus aplausos ao Marcos pela humildade e coragem em reparar um erro que poderia prejudicar principalmente o Palmeiras de tantas glórias e conquistas. Escrito por RICARDO AGUIAR às 13h17
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DE CARRINHO
Parece até perseguição, mas o Internacional RS está sofrendo mais uma vez a influência do extra-campo na disputa do título brasileiro. Tudo bem que o São Paulo lidera a competição com méritos, porém a vantagem para o 2º colocado, no caso o colorado gaúcho, poderia ter sido reduzida a apenas 2 ou 3 pontos neste último final de semana, caso a arbitragem não tivesse sido decisiva para garantir a vitória do tricolor paulista em Santos. No lance do gol do São Paulo, Lenílson claramente comete falta em Ávalos, segurando o zagueiro santista pelo calção. O impedimento marcado para anular o empate santista, foi no mínimo estranho primeiro porque Com a qualidade que tem o São Paulo não precisa dessas “forcinhas”! É apenas lamentável que fatos gritantes continuem acontecendo. O mesmo Internacional “garfado” no ano passado parece caminhar para um novo vice-campeonato (de novo para um paulista), mas que bom seria se a disputa ficasse restrita apenas ao futebol apresentado pelas duas equipes dentro das quatro linhas. Escrito por RICARDO AGUIAR às 12h41
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DO VESTIÁRIO
Pode até parecer utopia tal afirmativa, porém essa deveria ser a premissa em todo lugar. Para se trabalhar com um grupo em média de 25, 30 atletas, é preciso que todos acreditem que haverá sempre uma oportunidade para todos e a disputa interna por um lugar entre os 11 titulares será justa e honesta, caso contrário, o treinador perde o grupo e o time o rumo. Mesmo os chamados “medalhões”, precisam entender que o futebol é um esporte COLETIVO e por isso o bem estar do GRUPO deve estar acima de qualquer vaidade ou interesse pessoal. Essa prática é muito comum de se ver na Europa, onde as exigências são muito maiores, o profissionalismo é primordial e até por uma característica própria, em não revelar tantos craques como os sul-americanos, o espírito coletivo se faz presente com muito mais facilidade. Principalmente nas grandes equipes, recheadas de ídolos, o “banco” é visto com naturalidade e respeito. O técnico precisa cultivar sempre esse espírito de disputa, para contar sempre com um grupo forte. Apesar de alguns jogadores não aceitarem perder a titularidade, essa possibilidade deve sempre existir, pois caso contrário não estaremos sendo justos com os demais. Futebol é momento e tanto uma boa fase, como uma fase ruim, não duram para sempre e em qualquer uma delas, nunca se pode deixar de trabalhar com total dedicação. Estar certo de que as oportunidades são iguais, é o estímulo para manter o equilíbrio. “Um por todos e todos por um”, deve ser o lema em qualquer modalidade coletiva! Escrito por RICARDO AGUIAR às 03h50
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DE PRIMEIRA Todo bom treinador tem que ser um “SUPER TÉCNICO”!
No futebol, assim como em qualquer outra profissão, todas as funções evoluíram e passaram a exigir dos profissionais, uma conduta muito mais complexa do que antigamente. No futebol moderno, o treinador não se limita mais a definir o time, distribuir as camisas e fazer as alterações necessárias. Viramos uma espécie de “gerente de equipe”, que precisa ser um estudioso do futebol (estar constantemente atualizado técnica e taticamente), um estrategista detalhista, psicólogo, pai, mãe, irmão, amigo, patrão, enfim um “SUPER TÉCNICO” com profundo conhecimento do esporte, mas acima de tudo com capacidade de gerenciar seres humanos com suas virtudes e defeitos, com suas vaidades, aspirações, etc. O próprio atleta é quem exige essas qualidades do treinador, de modo natural, mas evidente quando se nota o seu rendimento nos treinamentos e nos jogos. Técnicos que ficam a beira do gramado apenas aos berros, estão sendo naturalmente extintos para o bem do próprio esporte. Por esse motivo a nossa capacitação constante é fundamental para a nossa própria sobrevivência no mercado. Precisamos ter em mente que mais importante do que simplesmente “ganhar dinheiro”, é a nossa contribuição para o esporte e para as demais pessoas envolvidas no meio esportivo. Importante frisar que não pelo fato de ser “SUPER”, que perderemos a humildade. A maior qualidade de um HOMEM é ter a humildade de buscar o conhecimento a todo instante, perder a vergonha de entender que nunca saberemos tudo e que essa é a essência da sabedoria. Escrito por RICARDO AGUIAR às 03h26
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